Conceito, Imagem e Comunicação
Imagine. Um caloroso sol, uma mulher de corpo escultural e suado, encostada em sua “bike” entornando um gole de um delicioso refrigerante diet; pessoas passando e sorrindo, pássaros voando e cantando e ela sem se importar, saciando sua sede.
Percebeu como sua mente criou uma cena sem nunca tê-la visto antes? Essa é sua imaginação. A incrível capacidade humana de criar e manipular imagens e sensações, abstrair um fenômeno concreto em duas dimensões e projetar de um plano bidimensional, formas, objetos e cenas.
O alimento e produto da imaginação são as imagens, o que se nota no próprio radical da palavra (imag). As imagens são representações bidimensionais e em alguns casos tem caráter estritamente alusivo e simbólico, representam através se de signos e se interpõem entre o homem e o mundo. De origem pré-histórica, antecederam e proporcionaram a escrita. São chamadas imagens tradicionais: desenhos, pinturas, etc. Em outros casos as imagens funcionam como janelas para o mundo, são em maioria de composição técnica e aparentemente não necessitam de interpretação. Quando olhamos para elas, não as compreendemos apenas enquanto imagem, mas sim como significado, quando as criticamos, na verdade estamos criticando o que está inscrito nelas. Por exemplo: quando observamos a cena da mulher com o refrigerante, não compreendemos apenas uma composição imagética, mas também as experiências inscritas na cena; sensações, o movimento, e tudo o que ela significa.
Toda imagem tende a comunicar, e quando ocorre uma interpretação correta por parte do receptor, entramos em um fabuloso mundo de conceitos, movido por idéias e sustentado por significados, uma fantástica cadeia onde cada elemento sugere uma idéia. Trabalhar com comunicação publicitária deve implicar diretamente em criar e manipular conceitos, utilizando-se de diferentes metacódigos, ferramentas e meios. Conceituar é agregar valores a elementos que vão além de suas propriedades empíricas. Tal atividade corresponde a mexer com a imaginação das pessoas. Isso é maravilhoso ao passo que é arriscado.
Arriscado? Sim. Pra se trabalhar com a imaginação das pessoas é necessário compreendê-las e adequar o a intenção pré-suposta ao modo de percepção e compreensão delas. Para que não se perca o foco e nem ocorra uma interpretação errada por parte do público provocando a ineficiência da comunicação.
Tenho vinte anos e sou estudante de Design Gráfico pela FAAL – Limeira. Sempre fui apaixonado por publicidade e a algum tempo venho descobrindo e me maravilhando com os bastidores das produções gráficas e campanhas publicitárias. Espero contribuir com esse cenário e crescer com ele.
Quero registrar aqui o meu agradecimento ao pessoal do iZIP pelo espaço cedido e parabenizá-los por esse trabalho extremamente importante e interessante. Deus abençoe a todos, até uma próxima.

Postado em setembro 29th, 2006 por iZIP - MÃdia Colorida
Categoria: Colunistas |






Sou estudante de Design e gostei muito do artigo publicado, pois nas disciplinas que tenho na faculdade esta presente todas as idéias transmitidas. acredito que essas diretrizes são essênciais na composição de uma peça grafica.
o artigo esta bem definido e objetivo. parabéns
espero que tenha mais artigos deste nivel.
abraço
hmmmmmmmmm……
profundoo…..
esse eh o isaque q eu conheço…..
vc anda vai crescer mtu na vida broul…..
pelo menos eu espero…..
abrçao
Beleza Isaque! Tá ótimo mas eu não podia esperar outra coisa de ti. Hahahhha…. Abraços e escreva cada vez mais.